Avaliação
O mesmo lugar, o mesmo clima, e até o cheiro!
Lembro, por um instante
De tudo que vivi, senti, e perdi...
Daquilo que costumava ter antes,
E, entre todas essas análises, uma auto
Uma rápida: será que me perdi?
Vejo o lugar, e não mudou muito.
Talvez me deixasse em choque um que mudou
De alegria, talvez, mas, confesso, não é o que mais vejo.
Simplesmente parece que o mal é uma certeza
E que o bem só se conquista com suor e muitas lágrimas.
{Por isso valorize cada sorriso...}
Sei que mudei,
E não há campo mais confortável de fala do que esse meu de todos os dias...
Mas desconfio.
Na maior parte do tempo, ainda tenho preservado o impotente
O mesmo tímido de sempre.
{É hora de fazer da ousadia um hábito...}
Fruto de tantos textos quebrados, mancos, e com isso quero dizer: incompletos
Pelo desvaneio, deixo claro
É difícil saber aonde minha visão está exatamente
O quão longe posso ver.
A inquietação advém porque imagino que,
Se pensasse mais na real dimensão dos problemas do povo
Estaria mais atento, e eu mesmo - sedento
para lhes mostrar solução.
{Mudar a si mesmo é a parte mais árdua...}
Então... eu já passei aqui, e o resumo é:
Sinto que o dever ainda me chama
E talvez o que me faça vivo seja mesmo esse senso de insatisfação
É o que me faz morrer seja não fazer nada a respeito
Dos dois jeitos ele vem
E eu preciso dizer muito a alguém
Mas também preciso dizer pra mim mesmo que tentei, e não parei.