sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

POEMA Sensibilidade

Inato...
Se abre, acha...
Enxergar além da mesmice da realidade.
Montar um quebra-cabeças com peças tão distantes
Só se faz com sensibilidade.
Erguer murros, em fôrmas de palavras
Erguer formas, nunca antes pensadas.
Sugar da vida, o ultrajante calor do momento.
Absorver da frieza, o mais nobre sentimento.
Porque as vezes as situações nos trazem versos que por si sós
Pulam do papel
Mas em outras, só o olhar mais atento trás o surpreendente
O que ninguém espera
E poucos entendem
Sempre esteve além do véu.

Não conhecem o nosso mundo
Não os culpo
Estou longe de andar tudo
Mas concedo tickets de coisas do momento
Para o meu concerto
Que ninguém jamais apagará
Visto que é eterno

Poema Medo

A  de fumaça veio me assombrar
Dos escombros insistiu em suscitar
E o medo para abalar
O lugar onde meu pé pisou
Omitir quem eu sou
E me fazer olhar para trás
Para o que restou; a estigma restou

Olhe para o alto
Não se perca aqui
Conclua, até o último homem, /partir/ até o último dia
Pra descobrir o que a vida te custou
Pela semente que caiu em terra
Não a deixe morrer
Mas sob cuidado, te extende a espera
Vise o fruto que um dia dará a ti tornar

*****

A fumaça veio me assombrar
Dos escombros insistiu em suscitar
E o medo para abalar
O lugar onde meu pé pisou
Omitir quem eu sou
E me fazer olhar para trás
Para o que restou
A estigma restou

Olhe para o alto
Não se perca aqui
Conclua; até o último homem
Até o dia em que eu partir

Pra descobrir o que a vida te custou
Pela semente que caiu em terra
E a princípio não prosperou
Não a deixe esquecida
Mas sob teu cuidado, 
Te entrega à causa 
te submete a espera
Assume a lida
E visa o fruto que a ti tornará ela


*******

Visa o fruto e verás o que um dia a semente te tornará

Mas sob cuidado, te extende a espera
Vise o fruto que um dia dará a ti tornar


te extende à espera
Vise o fruto que um dia dará a ti tornar
Portanto, antes que seque 

********


Pra descobrir o que a vida te custou
Pela semente que caiu em terra

E a princípio não prosperou
Não a deixe esquecida
Mas sob teu cuidado, 
Te entrega à causa 
te submete a espera
Assume a lida
E visa o fruto que ela a ti tornará
Se podes ver, trabalha
Te resta tão somente tocar

***************
POEMA MEDO 

A fumaça veio me assombrar,
Dos escombros insistiu em suscitar
E o medo para abalar,
O lugar onde o meu pé pisou.

Omitir quem eu sou
E me fazer olhar para trás,
Para o que restou;
A estigma restou.

Olhe para o alto,
Não se perca aqui,
Conclua; até o último homem,
Até o dia em que eu partir.

Para descobrir o que a vida te custou,
Pela semente que caiu em terra
E a princípio não prosperou...
Não a deixe esquecida.

Mas sob teu cuidado,
Te entrega à causa,
Te submete a espera
E retoma a lida.

Visa o fruto que ela a ti tornará
Se podes ver, trabalha
Pois agora, te resta tão somente - tocar.